Bem-aventurada Irene Stefani, rogai por nós!

A imagem de fé e alegria das pessoas que circundavam a capela era a prova do reconhecimento e amor de um povo por aquela que, carinhosamente chamavam de Nyaatha (mãe toda misericórdia).

Por Fátima Bazeggio e Leonor Onishi *
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LMC, delegação brasileira no Quênia. Foto: Arquivo LMC

No dia 16 de maio, a delegação brasileira com dez integrantes, partiu de São Paulo rumo ao Quênia, para participar da cerimônia de beatificação de irmã Irene Stefani. Nairóbi, a capital, estava preparada para a grande festa e em todos os lugares públicos havia cartazes convidando a população para participar do evento. Devido aos riscos de atentado, a segurança era reforçada e ostensiva em toda a cidade e também nas estradas. A festa teve início com uma vigília de oração em Gikondi, lugar onde irmã Irene trabalhou por dez anos, doando-se inteiramente.

Durante todo o caminho para chegar ao local onde se realizaria a vigília, encontrávamos vários grupos que também se dirigiam para lá, e que saudavam festivamente o comboio de ônibus que nos transportava. A imagem de fé e alegria das pessoas que circundavam a capela era a prova do reconhecimento e amor de um povo por aquela que, carinhosamente chamavam de Nyaatha (mãe toda misericórdia).

A missa da cerimônia de bea-tificação deu-se no campo da Universidade de Nyere, no dia 23 de maio, onde se reuniram aproximadamente 40 mil pessoas, e contou com a participação de grande número de sacerdotes de várias dioceses, bispos, arcebispos, o núncio apostólico, além de representantes de embaixadas e o próprio presidente da república com sua esposa.

Na cerimônia de transladação dos restos mortais da irmã Irene, que encerrou as festividades, a multidão novamente se fez presente acompanhando a pé o cortejo se sete quilômetros até a Catedral de Nyere, lugar onde permanecerão como sinal de pertença, comunhão e vida doada.

Como testemunhas de fé e amor de um povo pela vida e obra de Irmã Irene, sentimos viva a cena de Jesus, que viu as multidões, subiu à montanha, e dali proclamou as bem-aventuranças que devemos encarnar em nossas vidas, como fez a Nyaatha.

* Fátima Bazeggio e Leonor Onishi são Leigas Missionárias da Consolata – LMC, da Comunidade São Paulo.
(CC BY 3.0 BR)